17 DE ABRIL: ações do MST no Pontal do Paranapanema pela memória dos(as) mártires da luta pela terra

Diógenes Rabello

Direção Regional do MST Pontal do Paranapanema

Coletivo de Comunicação, Cultura e Juventude

Membro de CEGeT e do NEAPO (Núcleo de Est. em Agroecologia do Pontal do Paranapanema)


O dia 17 de abril é o dia Internacional das Lutas Camponesas. É o dia que nós relembramos nossos(as) companheiros(as) que sofrem violência e perderam sua vida na luta pela terra. O Massacre de Eldorado dos Carajás (PA) se tornou um símbolo da resistência camponesa e da luta dos movimentos sociais do campo contra a impunidade dos casos de violência no campo, quando num ato de extrema covardia da polícia militar local foram assinados(as) 19 trabalhadores(as) sem terra em 1996.

Todos os anos o MST realiza ações regionais, estaduais e nacionais pela memória dos(as) companheiras(as) que estiveram conosco nas trincheiras da luta pela terra. Neste mês de abril diversas ações vêm sendo realizadas em todo o Brasil em memória dos(as) nossos(as) mártires.

No Pontal do Paranapanema nós nos somamos a estas ações. Com nossas condições de massificação limitadas por respeitar o isolamento social, as famílias se organizaram nos seus lotes para fazerem seus atos simbólicos.

No município de Sandovalina foi estendida uma faixa com a palavra de ordem “Pelos mártires de Carajás: Fora Bolsonaro!”. A faixa foi fixada na Fazenda Santa Fé, onde no dia 09 de setembro de 2002 houve um episódio de violência contra um acampamento do MST, com cerca de 400 famílias, quando o ex-prefeito municipal chegou até o local do acampamento junto de capangas, montados em maquinários agrícolas da prefeitura municipal atirando em direção às famílias. Felizmente não houveram mortos ou feridos, mas o ato representa a violência contra a luta pela terra na região. Ainda hoje a fazenda continua sob posse dos grileiros e suas terras estão ocupadas com cana-de-açúcar que abastece uma agroindústria da região.

No assentamento Dom Tomás Balduíno (Sandovalina), foram plantadas árvores para contribuir com a Campanha Nacional do plantio de árvores do MST.

No assentamento Rodeio (Presidente Bernardes) as famílias mostram seu trabalho diário pela produção de alimentos agroecológicos. Contra a violência nós erguemos a bandeira da agroecologia, demonstram o papel político da Reforma Agrária no desenvolvimento social e na Soberania Alimentar. Eles tem têm as mãos sujas de sangue, nós temos nossos mãos sumas de terra, de onde tiramos o alimento para a sociedade.

As famílias do assentamento Gleba XV de Novembro (Rosana e Euclides da Cunha Paulista) fizeram uma ação solidária de distribuição de alimentos para famílias carentes da cidade de Primavera, Distrito de Rosana. Foram distribuídas 12 cestas com alimentos agroecológicos produzidos pelas famílias.

Também foi realizada uma ação simbólica de plantio de árvores no Centro de Referência em Agroecologia do Pontal do Paranapanema (CRAPP), que fica no assentamento São Bento (Mirante do Paranapanema).

Outra ação simbólica de plantio de árvores foi realizada no assentamento Yapinari (Ribeirão dos Índios), fortalecendo a Campanha Nacional de plantio de árvores.

Estamos foram as ações organizadas pela Direção Regional do MST Pontal do Paranapanema. Para conhecer mais sobre nossas atividades e os debates sobre reforma agrária e agroecologia, acompanhe nosso Instagram: endereço: @agroecologia_pontal

Ficamos em casa, mas não em silêncio!

Pelos mártires de Carajás: Fora Bolsonaro!

Solidariedade no campo e na cidade: por terra, pão e reforma agrária!

hairy girl онлайн займы
Diógenes Rabello

Sobre Diógenes Rabello

Doutorando em Geografia, PPGG FCT/ UNESP, Presidente Prudente. Membro de Centro de Estudos de Geografia do Trabalho (CEGeT)
Veja outros posts por Diógenes Rabello →

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *