A ILUSÃO “DE CLASSE”

Foi eleito neste domingo (27/10) o novo presidente do Brasil. Jair Messias Bolsonaro ocupará a cadeira principal do Palácio do Planalto a partir do dia 1º de janeiro e pelos próximos quatro anos.

Bolsonaro foi eleito com pouco mais de 55% dos votos, enquanto o adversário petista, Fernando Haddad, obteve cerca de 44% dos votos validos. Um dado que chama atenção é que em 97% das cidades mais ricas, venceu Jair Bolsonaro, já em 98% das cidades mais pobres, Haddad levou a melhor.

Há, realmente, uma relação entre a riqueza das cidades e a riqueza da população. Os municípios mais ricos são os que apresentam melhor renda per capita, ou seja, as cidades cuja divisão entre o PIB (Produto Interno Bruto) e a quantidade de munícipes gera um valor relativamente alto. Por consequência são essas localidades que abrigam uma parcela significativa da população de classe média e alta (C, B e A), e vez ou outra, ricos. Os municípios mais pobres, em contrapartida, costumam abrigar boa parte das classes D e E.

Eis, então, o curioso e preocupante fenômeno que ocorre no Brasil e no mundo. Sabemos que a maior parte dos ricos votaram em Bolsonaro, e a maior parte dos mais pobres votaram em Haddad (Levando em conta a votação nas cidades mais ricas e pobres do Brasil). E em qual ideologia se encaixa a classe média, a classe C, que representa quase metade da população brasileira?

Suponhamos que a pessoa mais pobre do Brasil tenha de renda anual e aplicações “nada” (R$0,00). Sabemos a partir de dados que a renda anual de 1% dos mais ricos do Brasil é de 541 mil dólares, quase 2 milhões de reais. Imagine uma linha reta (linha da riqueza – Figura) que de um lado está a pessoa mais pobre, e do outro a mais rica do Brasil. Nesta reta os trabalhadores de classe C, que ganham entre dois e oito salários mínimos mensais, estão muito mais próximos dos miseráveis que dos bilionários. Entretanto tem suas ideias e ideologias alinhadas com os “super-ricos” e “superpoderosos” empresários, inclusive no que se refere ao voto.

A grande diferença é que os ricos não precisam de saúde pública, nem de educação pública, nem de transporte público, nem de farmácia popular e se tudo der errado eles arrumam as malas e vão morar no exterior. O cidadão de classe média não, ele muitas vezes pode precisar da saúde, educação e transporte do governo, e se tudo der errado, ele tem que ter resiliência, porque será colocada em suas costas a responsabilidade de sobreviver e levantar o Brasil.

A classe média não vota pelo povo, vota pelos ricos. Mas os ricos não olham para os pobres, olham apenas para si. Temos eleito um presidente que foi apoiado e financiado pelos grandes empresários e fazendeiros, e a classe média é que vai as ruas gritar de verde e amarelo. Quando vamos acordar?

Créditos ao Professor Sérgio Teixeira que me apresentou a essa ideia que nomeei “linha da riqueza”.

Fontes de dados: Estadão, Forbes e IBGE

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Marco Vinicius Trindade Ropelli

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