István Mészáros: um militante da emancipação humana

A manhã desta segunda-feira de primavera (02/10/2017), cinzenta e chuvosa no Pontal do Paranapanema (São Paulo), acordou-nos com a triste notícia do falecimento do filósofo marxista István Mészáros, um dos mais proeminentes e engajados militantes por uma sociedade socialista emancipada da barbárie do capital, cujo nome batiza o nosso blog. 

     Nascido na Hungria em 19/12/1930, Mészáros graduou-se em filosofia na Universidade de Budapeste e foi assistente de György Lukács no Instituto da Estética. Deixou o país após o levante de outubro de 1956 e exilou-se na Itália, tendo, posteriormente, ministrado aulas em universidades do Reino Unido, do México e do Canadá. Recebeu inúmeros prêmios e distinções honrosas pelo mundo, a exemplo do Deutscher Memorial Prize (Reino Unido, 1970), do Premio Libertador al Piensamiento Crítico (Venezuela, 2008), do título de professor Emérito de Filosofia da Universidade de Sussex (Reino Unido, 1977) e de Pesquisador Emérito da Academia de Ciências Cubana (2006).    

      Diante da queda do Muro de Berlim (1989) e da débâcle da URSS (1991), Mészáros não se curvou à avalanche de total descrença no socialismo, tampouco tendo se furtado à necessária crítica do socialismo real soviético. Fundamentada firmemente na teoria marxiana, sua obra tem servido de inspiração e ferramenta útil para aqueles que, na atualidade, se propõem a formular críticas radicais à sociedade do capital e transformá-la.

      Por tudo isso, nós, do Observatório do Trabalho István Mészáros (OTIM), somamo-nos aos demais companheiros, sejamos socialistas, comunistas, defensores e lutadores pela libertação da sociedade do capital, para lamentar esta inestimável perda e, desde já, colocarmos esse espaço à disposição para manifestações de solidariedade e pesar.

      Que as sementes lançadas por este grande homem sejam semeadas por toda parte, sobretudo em tempos tão difíceis, de barbárie, confusões ideológicas e manipulações da burguesia, inimiga de classe mortal dos trabalhadores. A única certeza é de que a marcha sempre segue e ninguém poderá detê-la, pois para o capital, “Seres humanos são, ao mesmo tempo, absolutamente necessários e totalmente supérfluos”, como escreveu Mészáros. Há que se considerar, porém, a resistência como elemento fundamental para continuarmos acreditando na centralidade do trabalho e na emancipação social.

      Dividimos essas palavras com o MST e demais companheiros que se decidam por ajudar-nos na divulgação.

Mészáros presente, hoje e sempre!

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Guilherme Marini

Sobre Guilherme Marini

Docente do Programa de Pós-Graduação - Mestrado Profissional em Geografia da FCT/UNESP/Campus de Presidente Prudente-SP. Membro do CEGeT e do CETAS e coordenador do Blog do Otim.
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