PELA SUSPENSÃO DO SAGRADO DÍZIMO AOS SANGUESSUGAS DOS SISTEMA FINANCEIRO: POR MAIS RECURSOS AO SUS E AOS TRABALHADORES!

Messias Alessandro Cardoso

Doutorando em Geografia FCT/UNESP

Membro do CEGeT/CETAS

O TRABALHO É A FONTE DE TODA RIQUEZA EXISTENTE! Mas, será que o inverso, a “Riqueza Existente” está a serviço de seus trabalhadores, de suas vidas? Essa pergunta nos exige apertar a mão, em reflexões que destoam dos midiáticos discursos do “todos estamos juntos”, ou de que “estamos no mesmo barco” em virtude da pandemia da Covid-19, que impacta severamente desde a escala global à local. 

Devemos lembrar que a humanidade conhece a classe dos coronavírus desde 1960, mas que nunca a indústria químico-farmacêutica se preocupou com seus estudos e desenvolvimento de prevenção. Como afirmou Harvey (2020, p.18) “a indústria farmacêutica raramente investe em prevenção. Quanto mais doentes nós estamos, mais eles ga­nham. A prevenção não contribui para uma valorização dos acio­nistas”. Essa é a face cruel e macabra da lógica do capital, a morte pode ser admitida, por vezes até esperada, enquanto não houver as condições de valorização financeira da cura. Injetar dinheiro em pesquisas com doenças infecciosas que geralmente afligem mais o terceiro mundo, não é a grife dos apologistas do sistema do capital.

Isso se aplica ao Brasil, os trabalhadores que geram a riqueza não usufruem de grande parte dela para manterem-se vivos. E a situação só piorou quando, através de um golpe midiático-jurídico-parlamentar, se abrem as portas do inferno para a implementação do receituário necrótico de medidas neoliberais, de redução do Estado social brasileiro, num claro aceno vira-lata de drenagem dos recursos sociais para os especuladores financeiros, bancos e fundos de pensões nacionais e internacionais, travestidos pela roupagem moderna do “ajuste fiscal”. Como vemos no gráfico acima, quase metade do Orçamento Federal executado (pago) em 2019 no Brasil foi para as mãos dos sanguessugas financeiros, sob o mote do pagamento de juros e amortizações da “dívida” pública (38,27%).

Nesse momento de pandemia, em que os trabalhadores e o Sistema Único de Saúde (SUS) tanto necessitam de recursos financeiros, a metade do bolo já está reservada. Mas, não para atender aqueles que geraram tal riqueza. Pobres trabalhadores, na calculadora neoliberal, suas vidas não merecem o montante financeiro para arcar com respiradores de ventilação mecânica hospitalar, pois esse dinheiro já tem um destino, o sagrado dízimo que ano-a-ano é saqueado pelos sanguessugas do sistema financeiro. 

Esse é o modelo de sociedade do capital, você trabalha, e outro fica com a riqueza, os nossos perdem a vida e eles continuam enriquecendo. Tem algo errado! Você ainda apoia esse sistema? Ou, é favorável a Suspensão do Pagamento dos Serviços da “Dívida” Pública, que já foi paga, com urgente transferência imediata destes recursos do orçamento federal para combate a pandemia da Covid-19, auxílio ao SUS e aos trabalhadores?

Pense nisso e, se possível, fique em casa!

Referências

Auditoria Cidadã da Dívida- Disponível em:<https://auditoriacidada.org.br/> Acesso em: 10.abr.2020.

HARVEY, D. Política anticapitalista em tempos de COVID-19. In: DAVIS, Mike, et al: Coronavírus e a luta de classes. Terra sem Amos: Brasil, 2020.

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